Editorial

O Editorial é redigido pelo Editor do Ciência e Tudo, Prof. André Covre, e aprovado pelo Co-Editor, o discente José Ernane, e pelo Conselho Editorial do Ciência e Tudo, formado por um professor membro da equipe, o Prof. Juan Pedro Bretas Roa, e por um discente membro da equipe, o discente Luan Alves.

 cienciaetudo@ict.ufvjm.edu.br

Expandindo horizontes

postado em 3 de out de 2011 14:57 por André Luiz Covre

Assim como a UFVJM, o Jornal Ciência & Tudo está também expandindo seus horizontes. Estamos mudando quase tudo, em direção a uma nova plataforma (no sentido pragmático e filosófico), para um jornal mais interativo, mais bonito, mais presente, mais efetivo, mais organizado, mais... mais... mais...

Expansão é isso, tensa! Ficamos muito tempo sem atualizar. Nossa equipe se modificou. Uns foram embora, Outros chegaram. Um alô bem forte para os que ficaram, boas vindas aos que chegaram, muito obrigado aos que partiram. Mas estamos expandindo. E expansão é mudança. E esse texto, assim solto, alegre, festivo, não esconde os momentos decisivos pelos quais está passando a nossa Universidade. Aqui falamos o que conseguimos apurar sobre o Movimento Estudantil, recém nascido nas entranhas empedradas de Diamantina. Também não nos apartamos de tratar da Expansão da UFVJM.

Estamos trazendo também informações mais antigas, como o fechamento do Ciclo de Seminários do ICT do semestre passado, informações sobre o Desafio Sebrae (as que conseguimos), entre outras notas. Nossos colunistas (e aqui vai meu pedido público de desculpas a eles e seus leitores), publicam textos também antigos, mas não menos interessantes.

A partir de agora o Jornal Ciência & Tudo publicará edições mensais. A próxima já na nova plataforma (tomara!). Estamos em busca de indentidade sim, estamos nos aperfeiçoando, aprendendo com erros, melhorando ainda mais os acertos. Estamos expandindo. E pra finalizar esse boom expansionista, deixo vocês com um excelente (reflexivo e provocador) texto do Prof. Antonio Genilton Sant'Anna sobre a Expansão da UFVJM.


Reflexão acerca da expansão para Unaí e Janaúba

Prof. Antonio Genilton Sant´Anna

 

A divulgação pelo governo federal da criação dos campi de Unaí e Janaúba e o atrelamento dos mesmos à UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sem que a instituição tivesse previamente aceito tal oferta, foi uma atitude no mínimo precipitada. Como haveria de se esperar, o fato está causando grande alvoroço, haja vista que o mesmo sequer foi acompanhado de esclarecimentos ou mesmo de justificativa.

Assim, pessoas desinformadas acerca dos meandros da Administração Pública, da Política e da Geopolítica, que, no caso, parece estar sendo orientadora nesta fase de expansão das IFES, alvoroçam-se em função da emoção, da ideologia ou mesmo de tacanhos interesses politiqueiros, desprezando a razão.

Faço, então, uma reflexão, que naturalmente não se presta àquele pequeno grupo, barulhento e muitas vezes indelicado, que acredita que devemos formar “pensadores”, “revolucionários”; Que culpa o capitalismo e o mercado até mesmo pelas erupções vulcânicas. Tal reflexão é para aqueles que foram formados para trabalhar, para contribuir, e quando isto não for possível, não atrapalhar. Para aqueles que, na lida enquanto professor/formador, focam seu trabalho nos estudantes que aqui estão com o firme propósito de inserir-se no mercado de trabalho, empreender, fazer a diferença dentro de um sistema que apesar de não ser perfeito, ainda não encontrou substituto. Aqueles que consideram que estão formando seus alunos para o mercado e para a enorme disputa nele existente, começando pelas vagas, onde concorrerão com candidatos do ITA, USP, UFMG, UFV, Unicamp etc. (e talvez Harvard, MIT, UCLA).

Começo por um dos principais motivos da contrariedade: a Autonomia[i] Universitária, ou seja, ao fato de acharem que a dita autonomia foi desrespeitada. Defendo que não foi e dificilmente será. Para entender isso é necessário buscar o significado daquilo que por lei e definição a UFVJM é: uma Autarquia - Entidade de direito público, autônoma em sua atividade técnica ou administrativa, fiscalizada e tutelada pelo Estado, que lhe fornece recursos, e de cujos serviços constitui órgão auxiliar. Os incautos costumam confundir a autonomia que temos com a Autonomia financeira - situação de um serviço cuja gestão financeira é independente daquela da coletividade pública que o criou e controla. Somos tidos e mantidos pelo Estado Brasileiro. É preciso ter a humildade e o bom senso de reconhecer que não temos recursos próprios e que quando surgem possibilidades de se conseguir um pouco destes, através de convênios com empresas, por exemplo, os contrários de sempre são os primeiros a espernearem. Vivem à custa dos tributos gerados por aquelas, mas conveniar-se a elas, jamais.

Então, querer ter a autonomia de criar novos campi, quantos e onde a instituição quiser, como pregam alguns, é, na melhor das hipóteses, uma ingenuidade. Podemos até, como estamos fazendo, nos darmos ao luxo de aceitar ou não um novo campus. Mas há de fundamentar-se muito bem uma recusa, sob pena de arcarmos com as conseqüências do ato.

Outro argumento que está sendo usado por aqueles contrários à expansão é o fato de ainda não estarmos “consolidados”. De fato, ainda não estamos consolidados, mas estamos caminhando a passos largos para tanto. No pouco tempo que tenho na universidade, testemunhei grande avanço. Este é, portanto, um aspecto conjuntural, um retrato instantâneo que mostra uma realidade de curto ou médio prazo. Usá-lo para contrapor um aspecto estrutural, de longo prazo e que irá influenciar ou até mesmo determinar o futuro da instituição, se não for ignorância é tolice.

Há de considerar-se, também, o fato de utilizarmos no nome da instituição, sermos uma universidade dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Ora, se isso fosse verdade estaríamos atuando, também, no extremo sul da Bahia e norte do Espírito Santo. Somadas, estas regiões representam quase a metade dos referidos vales em termos de área e com necessidades, no mínimo, iguais aos vales mineiros. Ainda como representante da Facsae no CONSU, salvo engano em 2008, expus minha opinião a esse respeito.

Por ter morado muito tempo no Extremo Sul da Bahia, ter participado de uma audiência pública em Teixeira de Freitas, quando estava sendo "escolhida" a cidade onde seria instalado o campus avançado da UFVJM, que acabou em Teófilo Otoni, e por conhecer bem a região, objeto de minha pesquisa no mestrado, defendi a idéia de sermos uma universidade multicampi, nos moldes da Univasf, com atuação nos três estados. Como não houve interesse pela idéia, ao contrário, vários membros do Consu à época manifestaram-se favoráveis a sermos uma IFES somente mineira, penso que o nome de nossa instituição constitui-se, então, em um engodo.

Considero um presente a oferta feita pelo MEC dos campi de Unaí e Janaúba. É uma grande oportunidade. Com ela nossos horizontes mais que dobram. Abrem-se novas áreas para a pesquisa e a extensão, além, naturalmente, do ensino, aspecto fundamental de qualquer IES. Novos recursos serão destinados à nossa IFES, pois, além daqueles destinados exclusivamente aos novos campi, haverá um incremento dos mesmos em função do Cálculo do Aluno Equivalente[ii] (PingIFES), em função dos alunos de fora da sede. Novos cargos e funções serão obrigatoriamente criados e nossa instituição ganhará porte, trazendo-nos orgulho e motivação.

Ao aceitarmos os novos campi, será a hora de negociarmos. Penso que devemos reivindicar os campi de Porto Seguro e Teixeira de Freitas, que estão em nossa área de atuação, além de, em conjunto com as autoridades locais, buscarmos um compromisso do governo federal de atender aos justos e urgentes anseios dos Vales para, pelo menos, mais dois campi – um no Vale do Jequitinhonha e outro no Vale do Mucuri, este, de preferência, no ES.

Sei que minha linguagem é dura, direta, fugindo das formalidades acadêmicas. Peço desculpas. Minha intenção não é a de ofender ninguém. Como expressei na reunião do CONSU, estou aprendendo. Minha pouca experiência em uma IFES, apenas três anos e meio (10% do tempo que estive no “mercado capitalista”), ainda não foram suficientes para tirar de mim o ranço da objetividade e até mesmo certa rudeza, inerentes àquele ambiente.



[i]  Segundo a Profa.Raquel Sapunaru, filosoficamente, Autonomia se opõe a Heteronomia. (Crítica da razão prática ou 2a. crítica de Kant), e não а Economia como, por ignorãncia ou má fé, querem alguns.

O GIGANTE DAS ENGENHARIAS

postado em 5 de jun de 2011 14:41 por Jornal BC&T   [ 5 de jun de 2011 14:56 atualizado‎(s)‎ ]

Neste terceiro Editorial apresentamos partes de uma matéria desenvolvida em parceria com o Jornal da UFVJM. A idéia era apresentar algumas questões sobre os Bacharelados Interdisciplinares (BIs) BC&T e BHU.

Como todo processo inovador, a consolidação do BC&T e o início dos cursos de Engenharia têm inundado as mentes dos alunos de muitas dúvidas e inseguranças. Nesse sentido, a equipe do Jornal Ciência & Tudo promoveu duas ações com o objetivo de tentar sanar algumas dessas dúvidas e inseguranças. Visitamos o “Prédio das Engenharias” no dia 16 de maio e entrevistamos o atual Diretor do ICT de Diamantina, o Professor Paulo César Andrade.

A matéria completa sobre os dois BIs poderá ser lida na edição 35 do Jornal da UFVJM. Abaixo, você poderá tem acesso a um pequeno trecho, além da entrevista completa realizada com o professor Paulo César Andrade.

Fotos da Visita do Ciência & Tudo ao "Prédio das Engenharias"

Você também poderá visualizar, além das fotos que ilustram este Editorial, um álbum com todas as fotos da visita da Equipe do Ciência & Tudo ao “prédio das engenharias”.

Pela oportunidade desta parceria agradecemos especialmente a Léa Sá Fortes, Diretora de Comunicação Social da UFVJM e jornalista responsável pelo Jornal da UFVJM.

Pela disponibilidade em responder as questões enviadas e nos conduzir durante a visita ao “prédio das engenharias” agradecemos ao professor Paulo César Andrade, Diretor do ICT-Diamantina.

Assinam comigo a matéria especial para o jornal da UFVJM e este Editorial os alunos José Ernane Alves Diniz Junior  (Discente do BC&T de Diamantina e co-editor do jornal Ciência & Tudo) e Fabiana Helen dos Santos (Discente do BC&T de Diamantina e membro da equipe do Projeto Ciência & Tudo)

 


Não é um elefante branco!

 

Definitivamente, o prédio – que alocará toda a infra-estrutura do ICT e de alguns cursos da FACET – e que cresce vertiginosamente no meio do campus JK 

avistando no horizonte a imperiosa posição de observador da Serra do Espinhaço que ocupa o Pico do Itambé, apesar de ser branco, não é um elefante, no sentido metafórico do termo.

 

O adjetivo “gigante” do título deste texto não é um exagero. A obra que, quando terminada e devidamente ‘preenchida’ (com móveis, equipamentos e pessoas), atenderá perfeitamente as necessidades dos cursos alocados no ICT, sem deixar nada a dever em quantidade e qualidade para as instalações das Universidades mais tradicionais do nosso país.

 

A obra conta com setenta e oito salas para professores, cinco laboratórios de informática com uma capacidade em torno de trezentos computadores, laboratórios de para todas as áreas do ICT, salas para bolsistas, salas de reunião e secretarias para todas as instâncias administrativas de todos os cursos ofertados. A construção conta também com adaptações para deficientes (rampas que percorrem todos os andares) e possuí processos sustentáveis de construção, como, por exemplo, o reaproveitamento da água da chuva.

 

Do nosso ponto de vista, é inevitável que o andamento da construção do prédio seja comparado com o andamento e desenvolvimento do próprio curso do BC&T e dos cursos de Engenharias. Apesar das dificuldades e inseguranças que surgem durante todo esse processo, o futuro para o prédio, para o BC&T e para as Engenharias, aparece para nós da mesma forma esplendorosa que Pico do Itambé se mantém majestoso a 2044 metros na Serra do Espinhaço.

 

Entrevista especial com Paulo César Andrade

 

1- Ciência&Tudo: Quando o BC&T Diamantina irá ser avaliado pelo MEC? Você poderia falar um pouco sobre isso, sobre os processos e dificuldades com relação a esse tema, e sobre possíveis conseqüências para os alunos do BC&T de uma avaliação positiva ou negativa?

Paulo César Andrade:

- O BC&T será avaliado nos próximos meses. Já foi solicitada a avaliação pela PROGRAD, mas o agendamento é feito diretamente pelo INEP.

- Todo curso de graduação passa pelo Ato Regulatório de Reconhecimento, sendo avaliadas três dimensões: organização didático-pedagógica, corpo docente e instalações físicas, cada uma delas com vários indicadores, sendo alguns deles de destaque.

- O BC&T está preparado para a avaliação; a direção e a coordenação, juntamente com o NDE, se preocuparam em atender da melhor forma possível aos indicadores.

- Os alunos não sofrem diretamente com a avaliação.

 

2- Ciência&Tudo: Estamos com quase todo o quadro de professores do BC&T completo, correto? O que está faltando? Com relação à contratação de professores temporários, quais são as perspectivas para que os temporários sejam substituídos por professores efetivos, das vagas que foram previstas pelo REUNI?

Paulo César Andrade:

- Ok, está faltando um professor de Física, cujo edital já está em processo de abertura. As inscrições estão previstas para ocorrer no período de 23 de maio até 11 de junho, com a realização do concurso prevista para o mês de julho.

- Os professores temporários têm contrato vigente até dezembro de 2011, com possibilidade de renovação até que sejam autorizados os concursos para efetivos, com previsão para o final de 2011, início de 2012.

 


3- Ciência&Tudo: Como será a transição de um aluno formado no BCT em Diamantina para uma engenharia lotada em Teófilo Otoni, e vice-versa? Qual o papel do ICT nesse processo?

Paulo César Andrade:

- Para possibilitar a transição do BC&T para as engenharias, independente de onde eles se encontrem, foi aprovada uma resolução para definição de critérios (RESOLUÇÃO Nº. 18 - CONSEPE, DE 18 DE JUNHO DE 2010).

- O papel do ICT é monitorar os critérios definidos e verificar se realmente eles estão funcionando e, caso não estejam, propor modificações.

 

4- Ciência&Tudo: Existe o risco de algum aluno não conseguir cursar a Engenharia escolhida? 

Paulo César Andrade: 

- São definidas 40 vagas para cada engenharia. Haverá o ranqueamento dos interessados, seguindo a resolução supracitada. É importante lembrar que o critério mais significativo é o CRA, portanto todo aluno deve se preocupar com isso. Mas há de se levar em consideração também que, atualmente, não se tem um número de alunos suficientes para completar todas as vagas, pois entram 120 por semestre, mas existe a evasão e a retenção.

- Esse processo seletivo tem como objetivo estimular um maior aproveitamento do aluno nas disciplinas de fundamentos e favorecer uma decisão mais responsável. Certamente que, mais amadurecido pelos conhecimentos adquiridos e convivências experimentadas ao longo dos três anos, o aluno saberá definir melhor sua opção. O procedimento tem, também, a pretensão de atuar como processo seletivo de aptidão. As vivências com projetos de pesquisa e extensão, em nível de iniciação científica, e com atividades de extensão, concretizarão as realidades e o fazer de cada uma das engenharias, auxiliando na identificação de suas aptidões.

- A escolha garantirá ao discente prioridade de matrícula nas disciplinas que fazem parte da formação escolhida. Os requisitos de disciplinas para cada carreira são estabelecidos pela coordenação do Núcleo de Engenharia e serão publicados oportunamente. Entretanto, todo discente do BC&T poderá se matricular em qualquer disciplina do curso, desde que possua os pré-requisitos e vaga disponível. Disciplinas oferecidas pelos outros cursos podem compor a estrutura curricular requerida pela carreira.

 


5- Ciência&Tudo: Existem planos para abertura de novos cursos de Engenharia nos ICTs de Diamantina e Teófilo Otoni?

Paulo César Andrade:

- O objetivo inicial é a implantação e implementação efetiva dos cursos existentes.

- A médio e longo prazo pensamos em implantar outros cursos, levando em conta demandas apresentadas seja por alunos, comunidade acadêmica, sociedade em geral ou por órgãos governamentais.

- A avaliação do processo deve ser contínua, incluindo consultas a todos os envolvidos, devendo ser motivo de reflexão e discussão na perspectiva de que sejam geradas propostas para aprimorar os conteúdos, as atividades e as ações inerentes ao processo de gestão do curso, inclusive com a proposta de novos cursos.

 

5- Ciência&Tudo: Após a implementação das Engenharias, você acha que o ICT terá que fazer esforço (ou ao menos ficar atento) para que o BC&T continue sendo um curso autônomo, pois é bem possível que os cursos de Engenharia tragam novas demandas para o BC&T, inclusive demandas que poderiam contrariar sua fundamentação no conceito da Universidade Nova, no que diz respeito, por exemplo, a formação multidisciplinar do egresso do BC&T? Por quê?

Paulo César Andrade:

- O BC&T continuará sendo um curso estruturado observando os princípios da multidisciplinaridade e interdisciplinaridade do conhecimento. O BC&T possibilita flexibilidade na formação discente, sendo inovador e permitindo uma associação estreita entre a formação superior e a formação profissional. É a porta de entrada para um amplo conjunto de opções profissionais, todas elas assentadas sobre o mesmo substrato teórico-conceitual.

- As engenharias também estão sendo arquitetadas dentro desta concepção. A proposta de estrutura curricular deve atender a novas demandas e não pode repetir o modelo atual. Não se trata de priorizar as disciplinas clássicas como tem sido reconhecido, ou simplesmente incorporar novas disciplinas, mas sim de dar uma resposta abrangente que contemple os cenários e as oportunidades indicadas anteriormente.

- Na realidade propõe-se que seja oferecida uma sólida e adequada formação básica que possibilite uma complementação de estudos posteriormente. Consideramos que cursos bem elaborados permitirão ao egresso uma flexibilidade suficiente para se adaptar às novas demandas do mercado de trabalho logo após a formatura.

- O fato das engenharias e BC&T estarem juntos na mesma unidade (ICT) facilitará bastante este processo. Já estamos verificando isso na montagem dos projetos pedagógicos das engenharias, segundo os mesmos princípios norteadores do BC&T. A preocupação seria se as engenharias e BC&T estivessem em unidades diferentes, com objetivos e estruturas diferentes.

 

7- Ciência&Tudo: Há alguma proposta de curso de pós-graduação no ICT em andamento no momento?

Paulo César Andrade:

- Sim, já foi criado um grupo emergente, futuro embrião do curso de mestrado em “Ciência e Tecnologia de Alimentos”, para um futuro bem próximo.

- Há também outras iniciativas incipientes.

- A expectativa é de implantar programas e linhas marcadas pelo diálogo entre áreas do conhecimento e entre a academia e a realidade social e do trabalho. A consolidação do BC&T e das Engenharias culminará, a médio prazo, com o estabelecimento de programas de pós-graduação stricto sensu o que fortalecerá o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica, sendo valorizada a prática da interdisciplinaridade.

 

8- Ciência&Tudo: Qual a situação do Prédio do ICT? Quais foram as dificuldades encontradas desde o início das obras até agora?

Paulo César Andrade:

- As obras sofreram um pequeno atraso, mas está se desenvolvendo com perspectiva de término para os próximos dois meses, ficando a serem feitas as obras de instalação elétrica e de redes, cujos projetos já estão prontos.

- A maior dificuldade encontrada pela empreiteira foi quanto à escassez de mão de obra qualificada na cidade de Diamantina e região.

 

9- Ciência&Tudo: O que você pensa sobre o Mercado de Trabalho para o Bacharel em Ciência e Tecnologia?

Paulo César Andrade:

 - Ao concluir o curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia o egresso deverá ter adquirido uma formação superior generalista, fundamentada em conteúdos básicos da área de Ciência e Tecnologia, estando academicamente apto para atuar especificamente em empresas privadas e instituições do setor público; no setor de serviços em geral; organizações do terceiro setor; atividades de pesquisa em Ciência e Tecnologia; seguir os estudos na própria UFVJM, optando por um dos cursos de Engenharia oferecidos, ou em outras IFES.

- O egresso poderá atuar no mercado de trabalho em área na qual se exija o nível de graduação superior não especificada ou em áreas no âmbito do setor primário, secundário, terciário ou terceiro setor.

- Poderá, ainda, candidatar-se a curso de pós-graduação stricto sensu na área correlata da formação superior concluída.

 

10- Ciência&Tudo: Esse é o espaço para que você se expresse sobre qualquer assunto que não foi tratado pelas perguntas acima. Sinta-se à vontade.

Paulo César Andrade:

 - O reconhecimento de que o mercado de trabalho, hoje, é muito fluido, com exigências de adaptação dos profissionais a novas funções, o que exige uma constante capacidade de atualização, inclusive de mudanças profissionais ao longo da vida.

- Um ponto essencial do projeto é o sistema de tutoria, realizada de forma individual e coletivamente. O professor tutor atua como guia, orientador dos alunos, com o objetivo de promover e dar suporte a práticas que levem à autonomia acadêmica e relacional. Ao estabelecer o contato com os alunos, o tutor complementa sua tarefa docente.

- Para mudar o quadro deficiências na formação discente, é oferecido um curso de nivelamento, especificamente de matemática, para dar suporte às disciplinas de cálculo, sendo obrigatório a todos os alunos ingressantes no BC&T.

- Antes de qualquer outra coisa, é preciso que se diga que pensar a metodologia de um curso como o BC&T é um desafio; um desafio que começa com a educação dos próprios docentes. Será necessário rever saberes, conhecimentos, valores e posturas. Não se pode perder de vista, que a concepção de um projeto pedagógico de curso é traçado em linhas, mas se concretiza na prática e implica compromissos, idéias e sonhos construídos coletivamente.

- Os docentes devem ter conhecimento d as peculiaridades do BC&T, entre as quais: a exigência do trabalho interdisciplinar na busca do conhecimento que o ensino deve propiciar; a metodologia da interatividade no ensino, o aprender fazendo, e como tal a necessidade de o professor desenvolver programas de ensino dentro dessas premissas; a disponibilidade para o permanente aperfeiçoamento pedagógico que atenda ao objetivo do projeto acadêmico; a consciência de que, em sua avaliação no estágio probatório tais atitudes serão levadas em conta; conhecimento da realidade de trabalho em tempo integral, com atividades de ensino, pesquisa e extensão.

- Para se lecionar disciplinas para todos os estudantes é necessário um enorme esforço e competência por parte dos docentes, principalmente porque para falar de assuntos complexos numa audiência de principiantes é necessário conhecer profundamente o assunto. Portanto, os docentes deverão demonstrar grande competência, gosto pelo ensino e aderência à proposta acadêmica.

 

 

André Covre

José Ernane Alves Diniz Junior

Fabiana Helen dos Santos

 

Eleição: alguns porquês.

postado em 2 de mai de 2011 19:49 por André Luiz Covre

A UFVJM vive um momento importante: as eleições para a sucessão da Reitoria. Nos momentos de disputa são reveladas as mais disfarçadas características, tanto dos processos, quanto das propostas, das intenções e das negociações. É lobby, é conchavo, é propina, é jeton, variações do mesmo tema sem sair do tom, dizia uma canção dos Paralamas do Sucesso de 1995, referenciando os movimentos dos deputados federais, denominados outrora como 300 picaretas com anel de doutor pelo então deputado Luis Inácio Lula da Silva.

Luis Inácio falou, Luis Inácio avisou, mas quando Luis Inácio foi Presidente, tratou de saber negociar muito bem com os 300 picaretas, os 81 senadores e também com o mundo afora. Picaretas ou não, eram os eleitos e representaram, durante certo período e de alguma forma, os que os elegeram. Ao estilo do próprio Lula, a historinha acima nos serve para revelar que, em política, importa menos as dicotomias Bem X Mal, Correto X Incorreto, Verdadeiro X Falso, e importa mais fatores como: acesso a informação, debate amplo e irrestrito de propostas, transparência nos processos e direito ao voto secreto.

            Com o objetivo de buscar tais informações, de pedir mais acesso, de sugerir mais amplitude e de promover mais transparência, este Editorial relaciona alguns porquês. Ressalta-se, contudo, que tais questionamentos não são direcionados a esse ou aquele candidato, ao atual Reitor ou ao Vice-Reitor, a essa ou aquela pessoa específica. São, sobretudo, alguns dos porquês que deveríamos carregar a tira colo durante o período que vivemos em uma Universidade Pública.

 

Por que não perguntar? É preciso sempre levantar a voz contra o “psssiu”, contra o “agora não”, contra o “esse não é o lugar para esse tipo de pergunta”, contra o “isso já foi respondido em tal lugar”, contra o “não temos responsabilidade sobre isso”, contra o “nós fizemos o nosso melhor”, contra o “nós queremos o melhor para todos”, e qualquer outro blá blá blá eleitoreiro. É sempre hora de perguntar. E, em momentos como esse, é hora encostar na parede, e a melhor maneira de fazer isso é a maneira não violenta, aquela que faz a pergunta inteligente e muito bem fundamentada.

Vejam: semanas atrás, nenhuma das duas chapas respondeu satisfatoriamente os questionamentos sobre suas posições com relação à lotação dos cursos de Engenharia no Campus de Diamantina. A Chapa 1, na apresentação para os alunos do BC&T dia 08 de abril, respondeu que a decisão deveria ser do órgão colegiado competente (e foi, do CONSEPE), sem se pronunciar sobre os processos (políticos e educacionais) que colocaram as Engenharias na FACET no Big Bang produzido pelo REUNI (quando tudo começou!) ou sobre os processos (políticos e educacionais) que fundamentariam a transferência das Engenharias para o ICT. A Chapa 2, em campanha pelas salas de aula dos alunos do BC&T, respondeu que era a favor que o BC&T e as Engenharias ficassem em uma única unidade, sem se pronunciar sobre as consequências para as unidades já existentes (FACET e ICT) eventualmente produzidas por uma possível união.

A passagem aconteceu e os debates sobre o assunto foram mínimos. Os alunos do BC&T não discutiram, os professores do ICT discutiram minimamente em algumas reuniões. As duas Unidades pouco se reuniram.

As perguntas, caros leitores, pressionam os inquiridos a se posicionar. Continuem perguntando... mesmo depois das eleições.

 

Por que CA? O papel do CAD BC&T (Centro Acadêmico Diamantinense do Bacharelado em Ciência e Tecnologia de Diamantina) é fundamental durante períodos como esse. Mesmo que os membros do CAD tenham tornado públicas suas preferências por uma das Chapas, deveria ter sido papel do CAD, como instituição representativa, proporcionar aos alunos que representa o maior número e a melhor qualidade de informações sobre o processo eleitoral: quem são e onde estão lotados os candidatos, quais as propostas das Chapas para todas as esferas da Universidade, quais as posições das Chapas sobre os pontos mais polêmicos, etc. O voto dos membros do CAD pode sim sempre se tornar público, mas a principal função do CAD BC&T é cuidar dos interesses dos alunos, e, em períodos eleitorais, o principal interesse é por informação. O voto de cada aluno do BC&T é individual. Nenhum aluno deverá se sentir obrigado a votar com o CAD BC&T, mas deverá procurá-lo em busca de informações relevantes para sua decisão.

 

Por que Chapas incompletas? Para além das regras que fundamentam o processo eleitoral para sucessão da Reitoria na UFVJM, a Universidade não é dirigida apenas por Reitor e Vice-Reitor. O Reitorado é o governo também dos Pró-Reitores das seguintes Pró-Reitorias:

 

Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis - PROACE

Pró-Reitoria de Administração - PROAD

Pró-Reitoria de Extensão e Cultura - PROEXC

Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - PRPPG

Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento - PROPLAN

 

Portanto, seis outros gestores importantes ajudarão Reitor e Vice-Reitor na condução da Universidade pelos próximos quatro anos. Porque não tivemos o direito de eleger também aqueles que trabalharão conosco mais de perto?

A Chapa 1 pouco falou sobre isso. Estranho é o caráter apolítico da proposta da Chapa 2, que os Pró-Reitores fossem eleitos pela Comunidade Acadêmica posteriormente, em outras eleições. Não seria mais produtivo se as Chapas pleiteantes ao Reitorado apresentassem suas propostas completas para cada uma das Pró-Reitorias, e seus futuros Pró-Reitores?

 

Por que tão pouco tempo para as Chapas aparecerem? Tivemos um único debate das chapas em Diamantina, no dia 28 de abril no anfiteatro do Campus I. Superlotado, obviamente. É incompreensível que não tenhamos realizado mais do que um debate. Deveríamos ter participado de um debate por período, em dias diferentes, assim não só resolveríamos o problema da superlotação e improdutividade do debate, como também ampliaríamos a transparência do processo eleitoral. E ainda tivemos um feriado no meio. Outra pergunta poderia ser feita: a quem interessou aparecer por tão pouco tempo?

 

Por que votar? Aqui cabe não somente perguntar se devemos participar do processo de sucessão da Reitoria. Quem se abstiver se absterá da participação do futuro da UFVJM. Cabe perguntar também sobre os motivos que não deveriam habitar nossas mentes na decisão por essa ou aquela chapa. Não deveremos votar em características pessoais, como simpatia/antipatia, idade, estilos de roupa, linguagem, formação acadêmica. Sim, formação acadêmica também não. Eleger é muito mais complicado do que julgar a partir de uma lista de valores.

A título de exemplo, vale lembrar que os dois últimos Fernandos que o Brasil elegeu, o primeiro porque tinha uma camisa bonitinha e o segundo porque “falava bonito” e lecionado na Sorbonne, produziram complicações extremas para o país. O primeiro foi impedido de governar e com o segundo enfrentamos seis greves nas Universidades Federais nos últimos 5 anos de seu governo, de 97 a 2002.

A pergunta que cabe aqui é: Ouvimos, assistimos, presenciamos a apresentação de propostas concretas, bem formuladas, que atendam a Universidade de forma global e, ao mesmo tempo, preocupam-se com os problemas mais cotidianos da vida universitária?

Boa eleição para todos nós!

Admirável Universidade Nova

postado em 23 de mar de 2011 14:10 por André Luiz Covre   [ atualizado em 23 de mar de 2011 17:42 por André Silva ]

Um edifício feio cinzento e acachapado, de trinta e quatro andares apenas. Acima da entrada principal, as palavras Centro de Incubação e Condicionamento de Londres Central e, num escudo, o lema do Estado Mundial: Comunidade, Identidade, Estabilidade. A enorme sala do andar térreo dava para o norte. Apesar do verão que reinava para além das vidraças, apesar do calor tropical da própria sala, era fria e crua a luz tênue que entrava pelas janelas, procurando,  faminta, algum manequim coberto de roupagem, algum vulto acadêmico pálido e arrepiado, mas só encontrando o vidro, o níquel e a porcelana de brilho glacial de um laboratório. À algidez hibernai respondia a algidez hibernai. As blusas dos trabalhadores eram brancas, suas mãos estavam revestidas de luvas de borracha pálida, de tonalidade cadavérica. A luz era gelada, morta, espectral. Somente dos cilindros amarelos dos microscópios lhe vinha um pouco de substância rica e viva, que se esparramava como manteiga ao longo dos tubos reluzentes.

— E isto — disse o Diretor, abrindo a porta — é a Sala de Fecundação.

Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo


– E isto – disse o Professor, abrindo a porta para o novo milênio – é a Universidade Nova...

 ... uma proposição que o Brasil contemporâneo abraçou politicamente para o Ensino Superior durante o Governo Lula (2003-2010), na tentativa de desconstruir desigualdades e processos de exclusão do Mundo Novo, aquele que o pensamento científico moderno construiu como identidade do século XX e estabilizou como modo hegemônico de explicação do mundo,  aquele que Aldous Huxley ficcionalmente construiu em 1931.

Admirável Mundo Novo é, sobretudo, um livro sobre a educação, sobre como educar para matar a humanidade, sobre como homogeneizar os processos do conhecer para destruir a criatividade singular de cada indivíduo. A respeito de uma crítica dirigida ao autor, deferida por um “eminente acadêmico”, Huxley satiriza um monumento aos professores:


Ouvi de um eminente crítico acadêmico a observação de que eu sou um triste sintoma do fracasso de uma classe intelectual em tempos de crise. A inferência é, suponho, que o professor e seus colegas são alegres sintomas de êxito. Os benfeitores da humanidade merecem as honras e a comemoração devidas. Construamos um Panteão para os professores. Deveria localizar-se entre as ruínas de uma das cidades destruídas da Europa ou do Japão, e acima da entrada eu inscreveria, em letras de seis ou sete pés de altura, estas simples palavras:  

Consagrado à Memória dos Educadores do Mundo. SI MONUMENTUM REQUIRIS CIRCUMSPICE.

(...)

Mas Admirável Mundo Novo é um livro sobre o futuro e...


Quero pensar que, se era esse, em 1931, um livro sobre o futuro, era um livro sobre uma educação que nos levou para esse futuro. O verbo no passado não está incoerente, pois Huxley direciona sua crítica ao acadêmico do Admirável Mundo Novo, aquele das décadas posteriores, que certo de suas certezas científicas, colaborou na construção de um mundo que hoje já nos aparece com sinais de caduquice. Eis que, se era então um livro sobre a educação, a provocação que ele nos traz ainda hoje é a pergunta que fazemos neste primeiro editorial: para qual futuro está nos levando a educação, especificamente essa que começamos a construir sob a proposta da Universidade Nova?

A pertinência do termo “Universidade Nova”, no contexto brasileiro atual, parece querer atender a duas demandas sociais específicas. Uma primeira demanda, de contexto mais amplo, do próprio universo acadêmico como lugar de produção de conhecimento para a melhoria de vida dos indivíduos em sociedade: uma demanda pela interdisciplinaridade. A segunda demanda diz respeito a um contexto mais restrito, o contexto de reformulação do ensino superior brasileiro a partir da implantação do REUNI.

Deixando de lado nesse momento a demanda mais restrita, a Universidade Nova aparece como proposta de uma nova arquitetura da organização curricular-programática dos cursos de graduação, que ofereceria a possibilidade de formação básica por grandes áreas do conhecimento. Nesse sentido, tal proposta se conjuga muito bem com as demandas atuais por novas formas de pensar cientificamente o mundo, a sociedade e os indivíduos que nela vivem.

Não é à toa que o documento que traz as Diretrizes Gerais para a implantação do REUNI procura valorizar a flexibilização e a interdisciplinaridade, diversificando as modalidades de graduação, na tentativa de proporcionar aos estudantes formação mais ampla e humanista e o desenvolvimento do espírito crítico.


Há quem diga por aí que jornais trabalham com fatos. Cientistas também acreditam que trabalham com fatos, mas ambos trabalham com linguagens (palavras).

Algumas palavras (de Bakhtin, palavra como signo ideológico) carregam embates históricos que nos chamam a atenção para o que está em jogo em determinadas esferas de atuação dos sujeitos na sociedade. Por isso aquelas palavras do Admirável Mundo Novo – “identidade” e “estabilidade” – não combinam com as palavras da Universidade Nova: “flexibilização” e “interdisciplinaridade. Ao opor, por exemplo, à palavra “disciplina” a palavra “interdisciplinaridade”, os sujeitos que atuam no mundo acadêmico atual estão cada vez mais reconhecendo naquela um série de fios ideológicos contra os quais essa pretende se opor quase que radicalmente. Logo, outras palavras surgem para clarear a disputa, e já podemos então falar em novos tipos de Bacharelados (BC&T, por exemplo), liberdade de escolha do aluno na construção curricular do seu curso, etc.

No jogo político-acadêmico instaurado pela proposta da Universidade Nova outras questões mais antigas são retomadas com mais vigor. A título de exemplo, um dos pilares da Universidade pública brasileira é a indissociabilidade entre pesquisa e extensão e ensino.  Tivemos, na 1ª Semana de Ciência e Tecnologia, a defesa feita pelo Prof. Dr. Dácio Roberto Matheus (Coordenador BC&T - UFABC), de um programa implantado por lá chamado PDPD (Pesquisa Desde o Primeiro Dia), orgulho de como a UFABC incentiva seus alunos a se preocuparem com a pesquisa desde o primeiro dia que colocam os pés na Universidade. Conscientes de que o programa é um atendimento direto aos argumentos principais que levaram a instalação da UFABC naquela região industrial do Estado de São Paulo, vale como provocação o fato de não ter sido dito por aqui, por exemplo, algo sobre a necessidade regional dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri por um EDPD: Extensão Desde o Primeiro Dia.

Encerramos este primeiro Editorial com dois pensamentos, na tentativa de provocar mais reflexões do que respostas para a pergunta que já fizemos – e que gostaríamos de reforçar aqui provocando o novo leitor que nasce com esse novo jornal – insistimos na tentativa de fazê-lo pensar para longe dos novos prédios brancos, alvos, “frios” e ainda “crus” que mais tardar nos entregarão os peões... não seriam eles os tais indivíduos que vivem a vida na tal sociedade que está em busca daquelas melhorias pela qual o conhecimento produzido na UFVJM deveria trabalhar?...  para qual futuro estamos levando o mundo com a nossa participação na construção dessa Nova Universidade? 

O que sei é que a solução não estará só na tecnologia e no desenvolvimento econômico. Roosevelt levou em conta o custo humano da situação de crise.
Eric Hobsbawn, em http://paginadoenock.com.br/home/post/2627

 
 

Sem interesse real por aquilo que o outro tem para dizer não se faz interdisciplinaridade.

Só há interdisciplinaridade se somos capazes de partilhar o nosso pequeno domínio do saber, se temos a coragem necessária para abandonar o conforto da nossa linguagem técnica e para nos aventurarmos num domínio que é de todos

e de que ninguém é proprietário exclusivo.

Olga pombo, em Interdisciplinaridade e integração dos saberes

1-4 of 4

Comments