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#TrotãoFacts - Lembranças vagas da festa que os universitários da UFVJM mais esperaram

postado em 4 de jun de 2011 12:15 por Jornal BC&T

 

Só pra constar, porque todo mundo lembra... Ou pelo menos acha que lembra... Lembra depois das ver as fotos... Lembra depois de ouvir os casos... Enfim, casos, todos têm pra contar, cada um mais mirabolante que o outro, mas os que descrevo aqui são verossímeis.

            Dia 7 de maio, véspera de Dia das Mães, todo mundo já fica com o coração apertado de não ir pra casa, principalmente quando se é calouro. Pra maioria é a primeira vez que passam a data longe da família. Mas a curiosidade e euforia normalmente falam mais alto. Não é uma crítica, nem uma repreensão. Eu também fiquei. Duas vezes! Sem arrependimentos... Dia das mães é todo dia (típica desculpa!), mas assim mesmo todos amamos nossas mães. Então mães, desculpem-nos!.

Primeiro fato do Trotão: dúvida se vai ou não pra casa. Se fica ou não para a maior e mais comentada festa da universidade.

Não é à toa que muitos a consideram melhor que o famoso Carnaval de Diamantina. Particularmente, concordo com isso, afinal, o Trotão tem um propósito: promover a integração não só entre os calouros e veteranos de um mesmo curso, mas também a integração entre todos os alunos de todos os cursos da UFVJM.

No meio em que nos encontramos durante a festa, todos sujos de tinta, alegres e sem frescuras, isso ocorre de forma bem natural. Todo mundo se torna amigo sem nunca ter conversado, todos somos envolvidos pela confusão.

Não é possível fazer uma descrição fiel dos acontecimentos em si. Não sobram muitas fontes seguras sobre o que realmente acontece com os estudantes enlouquecidos pelas ruas de Diamantina. Segundo fato: até os mais comportados se tornam ébrios simplesmente pela euforia alheia. Não estou negando, porém, o grande consumo de álcool (e tinta - não dá pra evitar!) pela maioria.

Talvez por isso tantas coisas engraçadas e estranhas acontecem neste dia. Já ouvimos falar de gente querendo arrancar a roupa, já vimos vídeos de gente rolando morro abaixo (literalmente) e, é claro, das confusões entre os enamorados, que chegam a ser ainda mais neuróticas (às vezes cômicas, às vezes tristes, mesmo!).

Mesmo com todo mundo naquela sujeira só, sempre tem aquele medo de tomar uns “bons chifres”. Por falar nisso, a galera pensa que trotão é micareta, também. Terceiro fato: as pessoas não se importam muito com a sujeirada multicolor, não! Querem mais é aproveitar a vida!

Apesar das loucuras, o evento é bem tranqüilo em questão de violação das regras e leis em geral. O bom senso comum não é de todo perdido e os estudantes respeitam os moradores da cidade, principalmente no que tange a conservação dos patrimônios.

Finalmente, o melhor de todos os fatos é: nunca alguém vai conseguir saber como é o Trotão sem passar por ele, simplesmente porque não é possível descrever o quão divertido é. Eu não conseguiria! Não acharia um adjetivo expressivo o bastante. É uma daquelas coisas da vida pela qual você tem que viver pra saber.

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