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Você que manda

O objetivo da coluna é abrir espaço para a opinião dos alunos do Bacharelado em Ciência e Tecnologia sobre qualquer tema. Aqui você pode expor suas ideias e contar suas histórias. Entre em contato conosco.



Fabiana Ribeiro

faribeirosantosreis@hotmail.com

O que é melhor: fazer uma Universidade ou Plantar Tomates?

postado em 3 de out de 2011 15:17 por André Luiz Covre

 

“Um garoto de 13 anos de Croydon, no sul de Londres, inventou uma campainha, que ao ser acionada, faz uma ligação direta para o telefone celular. Laurence Rook já recebeu mais de 20 mil pedidos de compra e calcula que vai receber nos próximos meses cerca de 250 mil libras - quase R$ 650 mil reais”.[1]

Provavelmente, Laurence não completou o que seria referente ao ensino fundamental no Brasil, mas já é mais rico que a maioria das pessoas que se formaram em alguma universidade, o que leva instintivamente à questão: é preciso fazer um curso superior para se tornar rico?

E instantaneamente a resposta que vem à cabeça é: NÂO!  O que não quer dizer que seja fácil. Na verdade, não existem maneiras fáceis de ganhar dinheiro, excluindo as ilegais, obviamente. Todas requerem, de alguma forma, esforço, algum tipo de inteligência ou perspicácia, e talvez alguma sorte.

Para Laurence ter a genial ideia da campainha foi necessário que ele primeiro passasse por uma situação de desencontro, em que o correio não conseguisse entregar a sua encomenda. Além disso, foi exigido do garoto um nível de conhecimento que poucos da sua idade possuem, implicando a importância da autonomia conquistada pelas gerações atuais em relação a como transformar em conhecimento toda a informação abundante na atualidade, principalmente na internet. Pode-se dizer que o caso de Laurence é especial, principalmente pela sua precocidade.

Alguns exemplos clássicos são Steve Jobs, criador da Apple e Bill Gates líder da Microsoft. Mais próximos da realidade em que vivemos, temos brasileiros como Sílvio Santos, que construiu um Império sem nunca ter ingressado em uma Universidade, e Eike Batista que largou a faculdade de engenharia para se tornar o homem mais rico do Brasil na atualidade.

            Nos últimos exemplos citados é perceptível, principalmente, a necessidade de um caráter empreendedor para levar a frente projetos tão ousados, como largar a faculdade para montar a própria empresa, e também, um pouco do que alguns podem chamar de sorte (mas que é mais bem descrito como persistência para fazer a própria sorte), como no caso do Sílvio Santos, que já trabalhou até como camelô e se tornou tão rico quanto pôde.

            E você, acha que é preciso fazer uma Universidade para ficar rico, ou simplesmente saber como plantar tomates?

 Fabiana Ribeiro

#TrotãoFacts - Lembranças vagas da festa que os universitários da UFVJM mais esperaram

postado em 4 de jun de 2011 12:15 por Jornal BC&T

 

Só pra constar, porque todo mundo lembra... Ou pelo menos acha que lembra... Lembra depois das ver as fotos... Lembra depois de ouvir os casos... Enfim, casos, todos têm pra contar, cada um mais mirabolante que o outro, mas os que descrevo aqui são verossímeis.

            Dia 7 de maio, véspera de Dia das Mães, todo mundo já fica com o coração apertado de não ir pra casa, principalmente quando se é calouro. Pra maioria é a primeira vez que passam a data longe da família. Mas a curiosidade e euforia normalmente falam mais alto. Não é uma crítica, nem uma repreensão. Eu também fiquei. Duas vezes! Sem arrependimentos... Dia das mães é todo dia (típica desculpa!), mas assim mesmo todos amamos nossas mães. Então mães, desculpem-nos!.

Primeiro fato do Trotão: dúvida se vai ou não pra casa. Se fica ou não para a maior e mais comentada festa da universidade.

Não é à toa que muitos a consideram melhor que o famoso Carnaval de Diamantina. Particularmente, concordo com isso, afinal, o Trotão tem um propósito: promover a integração não só entre os calouros e veteranos de um mesmo curso, mas também a integração entre todos os alunos de todos os cursos da UFVJM.

No meio em que nos encontramos durante a festa, todos sujos de tinta, alegres e sem frescuras, isso ocorre de forma bem natural. Todo mundo se torna amigo sem nunca ter conversado, todos somos envolvidos pela confusão.

Não é possível fazer uma descrição fiel dos acontecimentos em si. Não sobram muitas fontes seguras sobre o que realmente acontece com os estudantes enlouquecidos pelas ruas de Diamantina. Segundo fato: até os mais comportados se tornam ébrios simplesmente pela euforia alheia. Não estou negando, porém, o grande consumo de álcool (e tinta - não dá pra evitar!) pela maioria.

Talvez por isso tantas coisas engraçadas e estranhas acontecem neste dia. Já ouvimos falar de gente querendo arrancar a roupa, já vimos vídeos de gente rolando morro abaixo (literalmente) e, é claro, das confusões entre os enamorados, que chegam a ser ainda mais neuróticas (às vezes cômicas, às vezes tristes, mesmo!).

Mesmo com todo mundo naquela sujeira só, sempre tem aquele medo de tomar uns “bons chifres”. Por falar nisso, a galera pensa que trotão é micareta, também. Terceiro fato: as pessoas não se importam muito com a sujeirada multicolor, não! Querem mais é aproveitar a vida!

Apesar das loucuras, o evento é bem tranqüilo em questão de violação das regras e leis em geral. O bom senso comum não é de todo perdido e os estudantes respeitam os moradores da cidade, principalmente no que tange a conservação dos patrimônios.

Finalmente, o melhor de todos os fatos é: nunca alguém vai conseguir saber como é o Trotão sem passar por ele, simplesmente porque não é possível descrever o quão divertido é. Eu não conseguiria! Não acharia um adjetivo expressivo o bastante. É uma daquelas coisas da vida pela qual você tem que viver pra saber.

Quando Reitor almoçou conosco!

postado em 29 de abr de 2011 12:27 por André Luiz Covre

Há umas três semanas, dia 23 de março, houve uma manifestação no refeitório do campus II, durante a qual o Reitor Pedro Ângelo presentou os alunos com sua companhia durante um almoço.

Ele desfrutou de um almoço não muito agradável. Não que a comida estivesse ruim, mas não deve ter descido muito bem. Sob calorosas críticas e objeções à sua inércia quanto a situação do restaurante, sentou à mesa com alguns alunos e comeu calado ao som das musiquinhas em tom de reivindicação.

Todo alvoroço foi pra mostrar ao Reitor ao que os estudantes têm que se submeter para conseguir comer na Universidade: filas pra tudo que se possa imaginar, mau atendimento dos funcionários, sem falar na superlotação.

Até que ele teve sorte, foi em uma terça feira, dia em que o restaurante nem fica tão cheio assim. Além disso, foi apenas UMA terça feira. Quero ver agüentar aquilo todo dia!

Mas o foco desta coluna não é criticar o Reitorado, nem descrever o movimento. Minha pretensão é abrir os olhos dos estudantes, principalmente, do BCT, já que somos um dos maiores cursos da universidade.

O manifesto já rendeu à cantina um bebedouro. Pouca coisa, sim, mas é assim que começam as grandes mudanças: aos poucos. E isso já é um exemplo de que é por meio da exigência dos nossos direitos que vamos conseguir alcançá-los. Ninguém vai nos dar o que precisamos se não nos empenharmos para tanto.

Algumas comissões de “fiscalização” compostas por alunos de vários cursos foram formadas em uma Assembléia do DCE, com objetivo de verificar, por exemplo, o andamento das obras no campus II e as decisões relacionadas ao transporte. Mais uma vez, exemplos de alunos correndo atrás do que merecem.

Mobilizações não faltam, gente querendo reclamar, menos ainda. E não estão errados! Se não está bom, porque deixar que tudo continue na mesma?

            As eleições para Reitoria acontecerão dia 3 de maio. Muitas pessoas nem sabem disso ainda, por incrível que pareça. Se você está desinformado, ainda há tempo. Procure saber quais são as propostas dos candidatos, avalie o que de melhor cada um tem a oferecer. Eis o link para as propostas das chapas: <http://www.ufvjm.edu.br/site/comissaoeleitoral/>.

Agora que o voto é paritário, o nosso voto tem grande e direta influência sobre esta eleição, da mesma forma que ela influencia totalmente na nossa vida universitária.

Não posso pedir que todos participem das manifestações e esperar que todo mundo realmente o faça. Existe uma preguiça social incrustada em nós que muitas vezes nos faz negligentes. Mas quanto às eleições, cada um é responsável pelo seu voto, então prove que você é digno de estar em um Instituição Federal como a nossa e vote com responsabilidade. É o máximo que pedirei. É o mínimo que podemos fazer para melhorar a nossa Universidade.

Boas vindas, calouros!

postado em 17 de mar de 2011 13:57 por Fabiana Ribeiro   [ atualizado em 22 de mar de 2011 10:00 por André Silva ]

Mais um ano começa, efetivamente, agora que já se foi o carnaval. Começo, então, desejando a todos um feliz ano novo, de novas lutas e novos objetivos. Ou antigos objetivos e esperança renovada, tanto faz, o que importa é continuar em frente.

Um feliz ano novo ainda mais especial pra quem está mudando de vida completamente ao ingressar na Universidade agora: nossos calouros!

Sejam bem vindos à UFVJM! Tenham certeza de que todos os ajudarão no que precisarem.

Considerem-se vitoriosos por esta conquista e lembrem-se: vocês viverão uma das melhores épocas da vida. Ser calouro não é vergonhoso ou humilhante, pelo contrário, mostra que todas as dificuldades pelas quais você passou valeram pena. Se você está aqui hoje não deve este mérito a ninguém além de você mesmo. Orgulhe-se!

Nesta nova etapa você encontrará pessoas de todos os tipos e de vários lugares, com costumes diferentes dos seus. Irá se identificar, fazer novas amizades, algumas, sim, para o resto da vida.

Então aproveite ao máximo, conheça a cidade, os campi, os professores e lembre-se que todos aqui já foram calouros um dia, passaram pelas mesmas brincadeiras que você. Um dia você será veterano e terá seus próprios calouros para fazer as mesmas brincadeiras, só então verá como é gratificante, não pelo simples fato do gracejo, mas porque assim você percebe a sua evolução: ontem era você reclamando dos trotes e dos veteranos, amanhã você será o veterano.

Além das pessoas, aqui você terá contato com novas ideias, expandirá seu conhecimento não só nas áreas dos seu curso, devido às várias possibilidades que encontrará no seu caminho. Você se tornará uma pessoa mais aberta, formará opiniões concretas e mais realistas sobre o mundo. Crescerá! 

Nem tudo são flores e, é claro, não é fácil deixar pra trás a escola e, na maioria das vezes, a família. Mais do que nunca, você agora é responsável pela sua vida, suas decisões e atitudes. Sem falar na jornada de estudos que será maior do que o costume e você terá que se dedicar verdadeiramente a ela. A quantidade e a dificuldade das provas só aumentarão, o abalo emocional será inevitável, em algum momento você irá pensar em desistir, para depois pensar que, apesar de tudo, é isso mesmo que você quer, afinal, ninguém consegue nada sem esforço. Tudo isso agora é parte da sua vida. Você é um universitário!

Entrar na faculdade, no entanto, é muito mais do que fazer um curso e obter um diploma. É aprender sobre a vida em si. Aprender a “se virar” mesmo, sozinho, sem os pais pra lutar por você, ou professores que vão passar a mão na sua cabeça.

Pode parecer duro demais, mas é assim que tem que ser para que voce aprenda a lidar com o que te espera lá fora.

Independente do que aconteça, dos problemas e decepções que possam surgir, viva este período da sua vida com muita alegria e, quando ele acabar, não esqueça os seus sonhos, nem da esperança e humildade que você tinha quando calouro. Não deixe que algumas possíveis desilusões apaguem o brilho de um futuro promissor.

Sejam bem vindos calouros.

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