Colunas‎ > ‎E por falar nisso...‎ > ‎

Archimboldo e eu

postado em 11 de abr de 2011 18:02 por André Luiz Covre   [ atualizado em 12 de abr de 2011 17:27 por André Silva ]

Quase não acreditei, no ano passado, na fala de uma de minhas médicas ao dizer que um ano é muito pouco tempo para uma pessoa se adaptar, aceitar, contornar mudanças em sua vida... Mudanças como as de cidade, de estado civil, de emprego, de endereço, de círculo social, de...

Vir pra Diamantina, no meu caso, significou todas elas e mais outras tantas que nem compensa mencionar. Mas o mais difícil pra mim, nesses últimos 15 meses que aqui moro, tem sido me adaptar à inexistência de hortaliças e frutas, quando as quero comer e à falta de carne boa pra fazer, nesses dias de frio, por exemplo, a calórica e revigorante canjiquinha com costelinha de porco e couve rasgada que aprendi com minha mãe.

Mas hoje a surpresa: Yamaguchi! Não gente, não é nome de concessionária de motos não, nem de um novo restaurante japonês na cidade. É precisamente o lugar onde encontrei couve, brócolis, caqui, repolho roxo (pasmem!), alface que presta, laranja, banana, abacaxi, cará, quiabo, alho poró (desmaiem!)... Tudo junto num mesmo lugar. E melhor: produtos de qualidade e um atendimento pra lá de personalizado.

Mais interessante do que ter descoberto esse paraíso orgânico foi o como cheguei até lá. Isso é que chamo de rede social corporativista e autossustentável. Talvez mais eficiente que as que existem por aí na net. Rss....

Tudo começou no Barzé. Entre um caldinho de dobradinha (DE-LI-CI-O-SO) com feijão branco (outro maravilhoso revival da minha educação alimentar que tive que abandonar a força quando vim pra cá) e uma prosa gostosa com o dono do emblemático bar, o segredo revelado: a carne servida ali vem de um único açougue: o do Marcinho.

Marcinho, do Açougue Bom Jesus, perto do Marques Center, não economizou préstimos pela cliente indicada: ganhei desconto, simpatia e atendimento pra lá de perfeito dos açougueiros, prazo pra pagar e o melhor: direito a levar EXATAMENTE a qualidade de carne que eu quisesse.

Me belisquem, me belisquem!

Mas hoje acordei com vontade de comer carne cozida, couve, angu, arroz e feijão. Simples assim, eu sei. Mas e a danada da couve? Onde achá-la?

_ Pô Marcinho, PELAMORDEDEUS, existe nessa cidade um lugar que eu possa comprar verduras, frutas, legumes....?

_ ....

_ ....

_ Yamaguchi.

Confesso que só saí do açougue direto pro tal Yamaguchi porque tinha sido o Marcinho, referência dada pelo Barzé, que... Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!

Já sei que a essas alturas vocês devem estar achando que estou aproveitando o espaço do Jornal do BC&T pra fazer propaganda pros comerciantes da cidade. Que estou ganhando um cachê extra e coisa e tal. Ô gente, nada disso. Nem sei se eles vão gostar de terem sido expostos desse jeito por mim.... Vai saber!

Não se trata de propaganda, mas de kit de primeiros socorros pra conseguir viver em Diamantina. E sei que a legião dos que vêm das lonjuras de Minas ou dos confins do país não cessa de crescer por essas bandas por conta da universidade.

E pros que aguentaram ler esta crônica bravamente até aqui, a dica do ano: sabe quando a gente precisa de grana depois da 22 horas e sabe (embora muitas vezes se esqueça) que os caixas eletrônicos não nos darão o nosso rico dinheirinho? Não, gente! Não é o caixa 24 horas do Banco do Brasil que tem lá naquela farmácia do Largo não! Trata-se do Comercial Itanguá, no bairro Rio Grande, people.

É que, às vezes, ou muitas vezes, a gente chega empolgado achando que resolveu o problema no tal caixa do Largo e dá de cara com a mensagem: “Saque indisponível no momento”. O que fazer?

Ah! O segredinho do Comercial Itanguá? Não vou contar não.... Tratem de ir lá, uai! Deu trabalho demais pra descobrir.

Comments