BC&T

Expandir ou não expandir? Eis a questão.

postado em 3 de out de 2011 13:47 por André Luiz Covre   [ 3 de out de 2011 15:38 atualizado‎(s)‎ ]

Segundo uma nota de esclarecimento divulgada pelo presidente do Conselho Universitário (CONSU) da UFVJM, o Reitor Pedro Ângelo Almeida Abreu, em 18 de agosto de 2011, a UFVJM ficou definida como uma universidade multi-campi, portanto, é certo que serão implantados novos campi vinculados ao de Diamantina, só não se sabe quando, nem onde.

Essa decisão pode ser tomada em 07 de outubro, dia em que ocorrerá uma consulta ampla à comissão de diretores das unidades acadêmicas da UFVJM, reunião que ocorrerá a partir das 08h30. A discussão está vinculada à necessidade de aprovar o PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) da Universidade. Segundo informações não oficiais de um membro do CONSU,  a tendência é que a proposta não seja aceita no momento. A reunião será aberta ao público, já que tratará de um assunto que envolve não só professores, mas toda a comunidade. Até agora, apuramos algumas informações de reuniões que aconteceram para discutir a questão.

O projeto de Universidades multi-campi vem de 2007/2008, como parte do Programa de Expansão da Universidade Pública Brasileira (Reuni), portanto, independente da UFVJM, 47 novos campi de IFEs (Instituições Federais) serão construídos.

O Prof. Atanásio, coordenador de BHU e membro do CONSU, acha que deveria ser aberta uma outra Universidade. Não é contra a expansão, mas é contra ter um campus avançado: “Pra quê tudo longe? Nas condições em que estamos isso é incoerente. Temos professores passando como efetivos e indo embora. Nessa situação não será possível atender as duas regiões. A questão é que é mais barato administrativamente abrir outro campus do que outra Universidade.”

Sobre a posição do ICT

O Prof. Antônio Genilton, do BC&T, ressaltou que “o governo federal está em uma nova etapa de expansão do ensino superior e anunciou a criação de novas Universidades e novos campi. Dentre os novos campi, anunciou que dois deles, Unaí e Janaúba, eram da UFVJM". Ainda, segundo o professor, "foi convocada uma reunião extraordinária do CONSU para esclarecimento dos fatos. Nesta foi lembrado que ainda não temos o nosso PDI - Plano de Desenvolvimento Institucional finalizado e aprovado e que é nele que deve constar a forma como deveremos expandir-nos. Assim ficou decidido que iríamos verificar junto à comunidade acadêmica de cada unidade a aceitação ou não dos novos campi, e que, de posse de tal resultado, os diretores das unidades iriam discutir o capítulo do PDI que trataria de tal assunto, permitindo ou não que aceitemos a oferta do governo. Tal decisão deve acontecer na próxima reunião do CONSU em outubro.” O professor ainda esclareceu que o ICT realizou uma reunião de professores no dia 26/08. Compareceram 14 professores. Nas palavras de Genilton, “após longa e proveitosa conversa fizemos uma votação onde 13 dos presentes foram favoráveis aos novos campi e 1 contra”.

O Diretor do ICT e Presidente da Congregação, Prof. Dr. Paulo César Andrade, informou que "em reunião realizada no dia 23 de setembro, a Congregação do ICT, com a presença de 7 docentes, 1 técnico administrativo e 1 discente, foi discutido o Plano de Expansão da UFVJM para novos campi".  Após a apresentação, segundo a informação da Congregação, de todos os pontos de vistas e discussões, chegou-se ao parecer do ICT sobre o Plano de Expansão da UFVJM para novos campi:

1)  A UFVJM deve se expandir para novos campi? A Congregação do ICT aprovou por unanimidade que a UFVJM deve se expandir para novos campi.
2) Quando deve ocorrer a expansão? A Congregação entendeu que a Expansão para novos campi deve ocorrer a qualquer momento, desde que planejada, principalmente em termos de sua organização administrativa.
3) Para quais regiões a UFVJM deve direcionar novos campi na época da expansão? Por unanimidade, a Congregação deliberou que a expansão deve  se dar para os Vales (Jequitinhonha e/ou Mucuri) e para outras regiões.
4) Que habilitações ou tipo de formação pode-se indicar para a expansão? A Congregação, por unanimidade, compreende que a expansão deve contemplar habilitações ou formação de bacharéis e licenciados.
5) Quais as áreas do conhecimento (tabela CAPES) a expansão para novos campi deve priorizar?  A Congregação do ICT não se posicionou em relação em relação a indicação das áreas, cuja decisão só deve ser tomada após uma consulta à comunidade externa que será beneficiada pelos cursos e definição dos interesses da UFVJM.

Leia ainda, no Editorial, o texto que o Prof. Antônio Genilton escreveu em contribuição ao assunto.

O lado dos principais beneficiados

Porém, a situação não pode ser vista apenas pelo nosso ângulo. No dia 02 de setembro, houve uma reunião na Comissão de Assuntos Municipais de Unaí, na qual o prefeito não esteve presente, como pode ser notado nos comentários indignados de moradores no blog http://unaiparatodos.blogspot.com/, o Reitor Pedro Ângelo disse que a implantação de um novo campus seria positiva para a cidade, mas que a UFVJM tem como prioridade os campi dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Na cidade de Janaúba, quem coordena há mais de três anos o movimento em favor da criação de uma instituição de ensino superior público federal é a empresária e produtora rural Maria de Fátima leite. Em Janaúba já existe há 17 anos um campus da Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros), com três cursos: Agronomia, Pedagogia e Zootecnia (informação cedida pelo jornalista Oliveira Junior). No dia 5 de janeiro de 2008, Fátima Leite iniciou a campanha pró-universidade federal. A mobilização teve como finalidade recolher assinaturas de estudantes e moradores dos municípios que compõe a região da Serra Geral de Minas. (Mais informações sobre podem ser acompanhadas no site do Jornal O Norte, na edição do dia 08 de janeiro de 2008). Portanto, ao contrário do aparente descaso dos governantes de Unaí, é visível a expectativa de quem vive em Janaúba.



Leia na íntegra a carta enviada em 2008 pela Maria de Fátima Leite ao  Presidente Luis Inácio Lula da Silva.

O jornal “Estado de Minas”, em sua edição de quarta-feira, dia 17, em matéria do jornalista Luiz Ribeiro, revelou a animação da cidade: "A chegada da universidade foi muito festejada em Janaúba, cidade que se destaca na produção agrícola, em franco crescimento [...]. O presidente do Sindicato Rural de Janaúba, José Aparecido Mendes, acredita que a implantação do campus UFVJM vai estimular ainda mais o crescimento da cidade, que já desponta como polo de 16 municípios da região da Serra Geral de Minas. "Com certeza, Janaúba vai alcançar outro estágio de progresso com melhor qualificação profissional”, avalia José Aparecido." Conseguimos também depoimentos de dois alunos do BHU sobre a expansão:

Gleidson:

Vou fazer uma pergunta pra você antes, primeiro eu quero saber, pra depois responder. Esses dois novos campi, lá em Janaúba, é isso? (e Unaí) eles vão ser vinculados à Universidade Federal dos Vales? (É campus de extensão, igual Mucuri, é um campus avançado?). Talvez o que está acontecendo mais de, sei lá, uma aversão a esse projeto, é por causa dos alunos daqui da UFVJM, que estão vendo que os trabalhos não estão sendo concluídos, a Universidade ainda está em Construção, ai a gente acha meio que injusto construir dois novos campi, sendo que o nosso campus ainda nem a metade está pronto. Mas em matéria de expansão, se tiver dinheiro, se tiver condições, eu sou completamente a favor. Porque ta longe gente, Unaí ta longe daqui, e Montes Claros querendo ou não ta longe daqui também. Então porque que as pessoas de Unaí também não podem ter uma Universidade Federal? O pessoal de Montes Claros também não? Mas desde que, dê a César o que é de César, desde que, terminem a nossa, e valorizem a nossa. Eu não tenho nada contra isso, até porque eu não sei muito sobre o assunto.

Renan:

Olha, o que eu acho, é que a Universidade tem que alcançar mais pessoas, tem que se expandir, mas a maneira como que essa expansão está sendo planejada, (tinha que deixar os Vales do Jequitinhonha participar) quem sabe a Universidade não se expandir dentro da sua própria área de atuação? Eu acho que essa maneira arbitrária, imposta que foi dada a expansão, vai criar uma distância geográfica muito grande entre os campus, a sede e os outros campi aliás, e sem contar que, assim, eu sou a favor que expanda pra qualquer lugar, só que a UFVJM, tem como missão dela atender os Vales do Jequitinhonha e Vale do Mucuri. Sou totalmente a favor que tenha atividades em outras áreas, mas ligadas a outras universidades, outra universidade que se proponha, a partir da região dela, melhorar a região. Porque essa foi a missão da UFVJM e outras universidades voltadas mais pra uma área, pra sua região.


As questões estão postas: quais conseqüências a expansão trará para quem já está inserido na Universidade? Atrasará o processo de construção da UFVJM? O que tratá de benefícios para Diamantina? Por outro lado, como negar o desenvolvimento à população de Unaí e Janaúba? Expandir ou não expandir?

 

Lorrayne Isabelle Berto e Guilherme Fonseca Paula

com colaboração de Thalita Almeida

Manifestações Estudantis na UFVJM

postado em 3 de out de 2011 13:12 por André Luiz Covre   [ 3 de out de 2011 13:47 atualizado‎(s)‎ ]

Os estudantes da UFVJM chegaram para o início do 2º semestre de 2011 com uma surpresa não tão agradável. Houve um aumento de 0,40 centavos na passagem do ônibus que leva os alunos da cidade para o Campus JK. Tal aumento desencadeou uma revolta nos estudantes, pois o preço da passagem subiu excessivamente e sem aviso prévio por parte da empresa Locavel.

Assim, os estudantes começaram a se reunir, mesmo sem possuirem, de início, uma representação formada para reinvidicar os seus direitos e protestar contra o aumento. Inúmeras manifestações foram realizadas de agosto até agora pela cidade: na frente do prédio da prefeitura, durante a Vesperata, no desfile de 07 de Setembro, e por último, no Ato de Entrega da Medalha JK no dia 12 de Setembro, no qual os estudantes foram altamente reprimidos com gás de pimenta e cassetetes pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal. O Conselho Universitário da UFVJM (CONSU), através do Reitor Prof. Pedro Ângelo Almeida Abreu, divulgou uma Nota de Repúdio às agressões sofridas pelos estudantes. Por outro lado, o jornal "A Voz de Diamantina" publicou na edição 523 uma nota preconceituosa e conservadora comparando os estudantes da UFVJM aos "vândalos do Reino Unido".

 "(...) como enfrentear essa meninada que, mesmo ralando numa universidade gratuita, cheia de dinheiro para farras constantes e monumentais, abandou a luta por preços razoáveis da passagem de ônibus e pôs-se na busca de outros pais que lhe deem vale-transporte? Essa inteligência de extramuros acadêmicos se junta agora em turbas e, para retaliar o aumento e a má qualidade do transporte urbano, se propõe a avacalhar a vesperata."

Não deixa de soar interessante o principal argumento apresentado: "estudantes cheios de dinheiro para farras constantes e monumentais". Se os estudantes querem ser

levados à sério, será preciso organizarem melhor, inclusive, suas festas, pois elas refletem a maneira como tratam a cidade quando querem festejar.

Pelas posições adotadas até agora, parece que Prefeitura de Diamantina está esperando que o movimento “esfrie“ e que as manifestações cessem, pois não está colaborando muito para possíveis negociações com a empresa de ônibus para a redução da passagem do transporte público. Aparentemente as manifestações diminuíram, mas sentimos a possibilidade de uma organização melhor e mais eficiente dos estudantes, para que os seus objetivos sejam alcançados. Organizados, existente até um nome para o grupo “Estudantes em Movimentos“, com assembléias gerais para toda a comunidade acadêmica acontecendo, onde estão sendo discutidas, com base em fundamentos, as novas atitudes do movimento.

O aumento da passagem do ônibus acabou afetando o Auxílio Transporte que a Universidade oferecia para os estudantes. Com isso, a UFVJM, que oferecia o Auxílio para 600 alunos, teve que diminuir a bolsa para pouco menos de 400, o que frustrou muitos estudantes que contavam com este auxílio para ajudar na permanência na Universidade. Ressalta-se o pouco alinhamento das políticas públicas da Prefeitura de Diamantina com a nova realidade do Ensino Superior Brasileiro, que luta para se renovar, abrir as portas para as classes que historicamente não acessavam esse nível de ensino, e manter esses novos estudantes até o final de seus cursos.

O que era esperado por muitos dos estudantes, as filas de caronas praticamente triplicaram de tamanho e surgiram novos pontos alternativos de caronas, sendo criada uma disputa na Universidade para conseguir voltar para a cidade sem utilizar o transporte público, pois para muitos, é inviável economicamente gastar em torno de 8 reais (4 lotações) em um único dia apenas para se locomover para estar no Campus JK. Nesse sentido, nota-se também uma falta de colaboração entre os estudantes. Ao invés de coordenarem caronas coletivas (as redes sociais estão aí para isso), preferem a lei do mais esperto, e não percebem que a atitude de tentar "roubar" caronas criando novos pontos prejudica ainda mais a coletivadade dos estudantes.

Ocorreu, no último final de semana, o 2º Encontro dos Estudantes em Movimento, onde os alunos da UFVJM se reuniram discutir várias questões estudantis e uma integralização dos estudantes de toda a Universidade. Acreditamos que, não somente pela causa da diminuição do valor da passagem do transporte público não deva ser a única reivindicação a movimentar os estudantes.


André Lamego

Gabriel Rodolpho Lima de Freitas



Trabalhe no Ciência & Tudo!!!

postado em 12 de ago de 2011 04:36 por Jornal BC&T   [ 12 de ago de 2011 04:45 atualizado‎(s)‎ ]


AVISO - Secretaria do ICT e BC&T em nova sala

postado em 8 de ago de 2011 21:08 por Lucas" Andrade   [ atualizado em 9 de ago de 2011 05:42 por André Luiz Covre ]

Vendo muitos alunos perdidos nesta segunda (estou me incluindo), posto aqui os dizeres da Juscilene, Secretária do ICT, referente a mudança de sala. 

A Direção do ICT e Coordenação do BC&T, com suas respectivas secretarias, mudaram para a Sala 07, Bloco 2, Campus JK, a partir de 05/08/2011. Essa mudança se fez necessária para propiciar um melhor atendimento a toda a comunidade acadêmica do ICT. Esperamos uma visita de vocês.

Na antiga secretaria ficarão lotados os técnicos de informática, Anderson Matos e Rafael, que ficarão responsáveis pelo Laboratório de Informática.

Lucas Andrade
Correspondente do CA15

Últimas palestras do Ciclo de Seminários do ICT

postado em 28 de jun de 2011 04:23 por Jornal BC&T

No dia 16/06 foram realizadas mais três apresentações, que fazem parte do Ciclo de Seminários do ICT. Os professores apresentaram suas linhas de pesquisa e apesar de pertencerem à áreas bem diferentes, correlacionaram suas pesquisas mostrando o quanto o conhecimento é interligado.

O Professor Arlindo F. Neto apresentou suas pesquisas feitas nas áreas de Rede de Computadores, Segurança Computacional, Computação de Alto Desempenho e Alta Disponibilidade Desenvolvimento de Aplicativos para WEB.

Já o Professor André Covre apresentou suas linhas de pesquisa sob o seguinte título: Divulgação científica e publicação acadêmica: panorama nacional e necessidades regionais onde procura relacionar alguns aspectos contemporâneos sobre a relação entre ciência, tecnologia e sociedade. O professor coordena o projeto de extensão Ciência & Tudo e trabalha na implantação do Laboratório de Mídia e Divulgação Científica CTSL.

E finalizando as apresentações o Professor Caio Olindo de M. e S. Junior apresentou suas pesquisas na área de óptica quântica, mostrando experiências feitas com fótons.

Os slides apresentados pelos professores podem ser baixados nos links ao final da mensagem.

As apresentações continuam a ser feitas e o ICT juntamente com o Jornal Ciência & Tudo convidam a todos os alunos a participarem. As palestras desta semana, as últimas do Ciclo do Primeiro Semestre de 2011, serão:

29/06 - "Leonardo da Vinci: O primeiro engenheiro?" - Sala 6, bloco 1, campus 1 - 19 h

Discentes:

Ana Carla Gonçalves

Camila Almeida

Gabriela Barbosa

Isadora Torres

Liliane Gomes


30/06 - Sala 01 – Bloco 1 - Campus 1 – 19h - Apresentação das Linhas de Pesquisa dos Professores:

Prof. Antonio Genilton

Profa. Monica Tolentino


seguida de palestra:


Porque devo fazer Engenharia de Alimentos? Atuação do profissional no mercado de trabalho.

Prof. Carlos Suzart.


Thalita Almeida

GREVE na UFVJM!

postado em 9 de jun de 2011 14:43 por Jornal BC&T

Segundo nota de 09.06.2011 - SINDIFES (Sindicado dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino), em "Assembleias, nesta quinta-feira, dia 9 de junho, os servidores Técnico-Administrativos em Educação da UFMG e UFVJM entraram em Greve por melhores condições de trabalho. A pauta de reivindicações exige reajuste salarial para um piso de três salários mínimos e step de 5%; racionalização de cargos; reposicionamento de aposentados; mudança no Anexo IV (Incentivo à Qualificação); devolução do VBC absorvido; e isonomia salarial e de benefícios".

Segundo a nota, na UFVJM, mais de 80 TAE´s aderiram à greve em Assembleia na manhã desta quinta-feira, no Espação Cultural do Campus I. Cerca de 10 servidores do Campus Teófilo Otoni participaram da Assembleia por meio de Vídeo Conferência. A partir da próxima segunda-feira, dia 13, a IFES estará paralisada.

O Ciência & Tudo está em busca de respostas para a principal pergunta que todo estudante do BC&T provavelmente está se fazendo nesse momento: E agora? Em que isso nos afeta? Os professores também entrarão em greve?

Qual é a qualidade da água que consumimos?

postado em 7 de jun de 2011 11:40 por Lucas" Andrade

                Uma pergunta interessante para dar início a esse assunto que é muitas vezes esquecido por nós. Esquecemos que a água passa por um complexo sistema até chegar às torneiras de nssas casas Por esse motivo, iniciaremos com essa reportagem, algumas incursões pelos diversos fatores que circundam o tema da água.

                Diamantina, uma cidade histórica que, como qualquer outra, teve no desenvolvimento da distribuição da água, primordialmente para a higiene e melhoria das condições de saúde de seus habitantes.         
                         

            O sistema de abastecimento de água deu início na antiguidade com os chamados aquedutos, que ficaram mais conhecidos pelas grandes construções romanas. No Brasil, o mais conhecido está situado na cidade do Rio de Janeiro, é o Aqueduto da Carioca (foto a esquerda), popularmente conhecido como Arcos da Lapa. Já nas cidades históricas, devido a falta de recursos ou até mesmo a falta de um terreno propício para essas construções enormes, o sistema de abastecimento de água foi criado com o aproveitamento de nascentes de água dentro das cidades, criando assim os chafarizes públicos, onde a população da época, mais precisamente os escravos, buscava água para seus senhores. 

            Com o passar dos anos, a modernidade foi chegando e um item que demonstrava o luxo e poder de uma família era a água encanada. Nesta época eram usados os canos de ferro e cobre, que com o passar dos anos enferrujam fazendo com que a vazão da agua diminua, chegando até mesmo produzir entupimentos.

            Segundo dados da COPASA, a água da Diamantina atual é de uma qualidade muito superior do que a de diversos lugares na região e o tratamento não necessita de uma quantidade de químicos* muito alta para torna-la própria para o consumo humano.

*Dados da COPASA – Diamantina, obtidos em 12/05/2011. 


Quanto à potabilidade da água

 

            Água potável é aquela que pode ser consumida sem risco para a saúde. Para ser classificada dessa maneira, a água tem de atender a determinados requisitos de natureza física, química e biológica.

Requisitos físicos:

·         Ser inodora, isto é, sem cheiro;

·         Ser incolor, isto é, sem cor, quando em pequenas quantidades e azulada quando em grandes quantidades;

·         Ter sabor indefinível, mas que permite distingui-la de qualquer outro líquido;

·         Ser fresca, sensação que depende da temperatura ambiente.

Requisitos químicos:

·         Ser arejada (conter certa quantidade de oxigênio);

·         Conter, em pequena quantidade, sais minerais, como, por exemplo, cálcio e magnésio;

·         Não conter nenhum sal tóxico.

Requisitos biológicos:

·         Biologicamente a água não pode conter organismos patogênicos (causadores de doenças).

Qualquer alteração biológica da água é denominada contaminação.

 



Sistema de abastecimento

 

            O sistema de abastecimento de Diamantina é, em grande parte, um sistema antigo. Segundo a COPASA, apenas alguns dos novos bairros contam com tubulação de PVC (material que propicia poucas manutenções para a empresa, é de fácil limpeza e propicia uma melhor qualidade da água fornecida). O restante da tubulação da cidade é de encanamentos de ferro e cobre, que estão ultrapassados e causam grandes problemas, principalmente para a população, pois a empresa tem que estar sempre fazendo reparos na rede subterrânea e não pode trocar esse tipo de tubulação pois existem dificuldades para obter autorizações para escavações para este fim. O principal problema: a qualidade da água cai. 

            O sistema de abastecimento começa na CAPTAÇÃO DA ÁGUA chegando na estação de tratamento Pau de Fruta, localizada na entrada da cidade, próxima ao aeroporto. A água chega por gravidade e, dependendo do local de onde é captada, chega com o auxílio de bombas. No momento que a água chega na estação de tratamento de água – ETA – ela passa pelos seguintes processos:




Passos 1, 2, 3 e 4; 

OXIDAÇÃO: oxida os metais presentes, principalmente ferro e manganês, que se encontram dissolvidos na água bruta. Nesse processo é injetado CLORO ou algum produto similar, permitindo assim sua remoção em outras etapas do tratamento.

COAGULAÇÃO: a remoção das partículas de sujeira se inicia no tanque de mistura rápida com dosagem de SULFATO DE ALUMÍNIO ou CLORETO FÉRRICO. Estes produtos são chamados de coagulantes e têm o poder de aglomerar a sujeira, fagregando-a em flocos. Ao mesmo tempo adiciona-se CAL para otimizar o processo, o que mantem o pH da água em nível adequado.

FLOCULAÇÃO: a água já coagulada movimenta-se de tal forma dentro dos tanques que os flocos se misturam uns com os outros, ganhando peso, volume e consistência. 

DECANTAÇÃO: os flocos formados anteriormente separam-se da água, sedimentando-se, pela força da gravidade, no fundo dos tanques.

Passos 5, 6, 7, e 8;

Quebra ondas, serve para que a água chegue com menor velocidade nos tanques de decantação. 

FILTRAÇÃO: a água ainda contem impurezas que não foram sedimentadas no processo de decantação. Para isso, ela passa por filtros constituídos por camadas de areia suportadas por cascalhos de diversos tamanhos que retém a sujeira restante. 

DESINFECÇÃO: a água já está limpa quando chega nessa etapa, mas ela recebe CLORO para eliminar os germes nocivos à saúde. O CLORO serve também para garantir a qualidade da água nas redes de distribuição e nos reservatórios. 

CORREÇÃO DE pH: para proteger as canalizações das redes de distribuição e das casas contra a corrosão ou incrustação, a água recebe uma pequena dosagem de CAL, que corrige seu pH. 


Passos 9, 10 e 11;

FLUORETAÇÃO: depois de receber um tratamento completo, a água é fluoretada, em atendimento a uma Portaria do Ministério da Saúde. A fluoretação consiste na aplicação de uma dosagem de composto de flúor (ÁCIDO FLUOSSILÍCIO). Ele reduz a incidência de cárie dentária, especialmente em períodos de formação dos dentes, que vai da gestação até a idade de 15 anos. 

Depois deste processo, a água vai para o reservatório de onde é distribuída para toda a cidade até chegar a caixa d’água de sua residência.

 

Curiosidade

                  Durante a visita as instalações da COPASA–Diamantina, fiz a pergunta que muitos moradores da cidade estavam querendo fazer: Qual problema ocorreu com a qualidade da água após o carnaval, pois em alguns lugares a água parecia conter uma determinada quantidade de óleo? 

                  Eis a resposta simples e objetiva fornecida pela COPASA: Foram realizados testes nesta água e foi constatato uma quantidade maior de cloro do que as taxas normalmente utilizadas pela COPASA. Taxas estas que não excedem os limites estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Segundo a COPASA, a adição do cloro é realizada por aparelhos eletrônicos sem a intervenção humana neste processo, de modo que não existe nenhum problema por parte da COPASA.

                  A explicação mais coesa viria dos encanamentos, pois como são de ferro e não são os melhores para este fim, acumula-se uma espécie de crosta branca de cloro nas paredes da tubulação. A velocidade média que a água corre dentro dos encanamentos de distribuição em períodos de distribuição normal na cidade é de 90km/s. No entando, durante o período do carnaval a demanda de água aumenta e essa velocidade chega a ser de 130km/s à 150km/s, fazendo com que a tubulação seja, de certa forma, lavada, e todo o cloro acumulado nas paredes internas das tubulações dissolvido na água distribuida. 




Fontes de pesquisa e dados:

* COPASA-Diamantina

* Livreto SANEAMENTO, Prof. Eduardo Soares, editado pela COPASA MINAS, edição não especificada. 

* Entrevista com Técnico de Laboratório, Rafael, funcionário da COPASA-Diamantina, ao qual agradeço, em nome da equipe do Ciência & Tudo, pela atenção dada e empenho em responder as perguntas e apresentar a Estação de Tratamento de Água Pau de Fruta.


Lucas Andrade
lucas.andrade@demolay.org.br



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DESAFIO SEBRAE 2011

postado em 5 de jun de 2011 13:15 por Jornal BC&T   [ atualizado em 5 de jun de 2011 14:46 por André Silva ]

           O Desafio Sebrae é uma ferramenta muito importante para a construção do conhecimento, principalmente vinculada a área de empreendedorismo dos estudantes do Ensino Superior.    

           O Desafio Sebrae é um jogo empresarial que simula o dia-a-dia de uma empresa real. Os jogadores são desafiados a conviver com situações de stress, contratações de funcionários, reuniões com registros em ata, crises do mercado, dentre outras situações comuns na realidade profissional de um gestor.

Este ano o jogo chega à 12ª sua edição. Os 144.641 participantes inscritos assumirão a direção de uma empresa de bicicletas, contratando os responsáveis por cada área e administrando todo o processo, desde a produção de bicicletas, até as estratégias de marketing e vendas.

O Estado de Minas Gerais, segundo o Sebrae, é o quarto colocado em número de discentes inscritos, representando 8,4% das inscrições do Brasil.

 

Figura 1. Participações por estado no Desafio Sebrae 2011, por número de inscritos.

Dentre as universidades do estado, a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) é a quinta maior no jogo, com 383 discentes inscritos (3,17%).

Sob um âmbito nacional, o curso de graduação com o maior número de inscritos é o curso de Administração, representando 29% dos inscritos. O curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia, além de ser de curta duração, ainda está em fase de implantação nas universidades brasileiras. Nesse sentido, o BC&T representa a pequena fatia de 0,49% (712 participantes) das inscrições no Desafio Sebrae 2011.

DECISÕES DA PRIMEIRA RODADA

Na primeira rodada, concluída na terça-feira dia 31, o número de decisões foi bem reduzido. Os jogadores tiveram que optar pela capacidade de produção da fábrica de bicicletas Infantojuvenis, bem como pela quantidade de insumos de produção que seriam adquiridos.

Ademais, foram apresentados currículos de gerentes administrativos, financeiros e secretárias. Para uma maior simulação da realidade, é possível acompanhar o perfil desses profissionais através do Twitter. Acesse o link dos perfis na tabela abaixo:

Tabela 1. Perfil dos profissionais do Desafio Sebrae 2011 no Twitter.

Cargo

Nome

Twitter

Gerente Administrativo Financeiro

Gastão Pechincha

@gastaopechincha

Paul Pança

@PaulPanca

Leona Leão

@leona_leao

 

Secretária

Olívia Tudo

@OliviaTudo

Leda Recado

@LedaRecado

Marta Garella

@MartaGarella

Fontes: www.desafio.sebrae.com.br


André Felipe Ferreira Silva
Luan Alves Souza
Raphael Esteves Marinho


Ciclo de Seminários do ICT

postado em 5 de jun de 2011 12:14 por Jornal BC&T   [ 6 de jun de 2011 07:53 atualizado‎(s)‎ ]

No período de 15/05 a 21/06 o Instituto de Ciência e Tecnologia estará realizando um Ciclo de Seminários. Dentre os inúmeros temas presentes nas várias palestras que serão ofertadas, alguns dizem respeito a temas de extremo interesse para os alunos do BC&T, principalmente aqueles que estão mais próximos dos períodos finais de sua formação e já estão preocupados com o TCC, como aqueles que estão interessados em trabalhar com Pesquisa em Iniciação Científica ou trabalhar com Projetos de Extensão.

Alguns professores já apresentaram suas áreas e linhas de pesquisa, assim com projetos em andamento, idéias para o futuro e bolsistas já em atividade. 

O Prof. Filadelfo Santos já apresentou uma palestra sobre "A lei da conservação da energia e o princípio da relatividade"
realizada no dia 17/05. No  dia 19/05, ele falou novamente, mas  sobre suas linhas de pesquisa, seguido das professoras Emiliana Simões e Graziela Gouvêa. O dia 26/05 foi a vez da professora Raquel Anna Sapunaru, seguida dos professores Prof. Alexandre Gutemberg e Juan Bretas Roa. O professor Paulo César Andrade apresentou a palestra "Testes de comparações múltiplas: alternativas bayesianas", seguida de uma fala sobre suas  áreas e linhas de pesquisa no dia  01/06. 

Aos poucos, os professores estão disponibilizando os slides utilizados durante suas falas. Abaixo você pode fazer download de alguns!

Essa semana o espaço será dedicado a Área de Alimentos. No dia 09/06 a professora Lilian Pantoja irá apresentar suas linhas de pequisa, seguida do professor Diego Dias Carneiro, que ministrará uma palestra sobre o tema "Estudo Computacional da Etapa Fermentativa da Produção de Cerveja e Proposta de uma Estratégia de Controle para o Processo". No dia 10/06, o professor Carlos Suzart se ofereceu para falar sobre "Pós-graduação no Brasil na área de Engenharia de Alimentos: estudo de caso na UNICAMP".

Os títulos, datas e horários das palestras assim como os nomes dos palestrantes estão sendo divulgados semanalmente em cartazes fixados principalmente na entrada do prédio do ICT, na biblioteca e no pavilhão de aula, mas também podem ser conferidas no site do ICT.

Thalita Almeida

Pequena entrevista sobre o desenvolvimento do LOGO do ICT

postado em 4 de jun de 2011 12:57 por Jornal BC&T

Entrevistei, por email, o Sérgio Fernandes, da parte de Planejamento de Marketing da "Origem Comunicação e Marketing", empresa responsável pelo desenvolvimento do logo do ICT. Reproduzo abaixo as perguntas que enviei e as respostas do profissional, dadas em conjunto em um único parágrafo.

Perguntas:

1- Como surgiu a idéia da logomarca?
2- Qual foi o processo usado para desenhar a logomarca (softwares, formatos, profissionais de quais áres, etc.)?
3- Quais são os aspectos da logomarca (desenhos, figuras, cores, etc)?
4- Quais formas os objetivos que fundamentaram o desenvolvimento da logomarca?

Respostas:
A idéia surgiu com base em informações cedidas pelo cliente, no caso o professor Lucas. Ou seja, o processo criativo para o desenvolvimento de uma logomarca é sempre fundamentado em informações cedidas pelo cliente. Como: qual o público-alvo devemos atingir, qual o conceito a logomarca deve transmitir e, principalmente qual o tipo de serviço ou ideologia a logomarca deverá remeter. Portanto, a logomarca criada para o ICT foi construída com base em uma série de informações e foi desenvolvida com um conceito muito direto: “os três círculos menores representam as engenharias e o círculo maior, central, representa o núcleo. Já o quadrado onde os círculos estão inseridos, representa o todo, ou seja a universidade. Foram utilizadas técnicas de forma e contra-forma, estilizando o design e dando forma as ações do ICT. As cores utilizadas na logomarca foram baseadas nas cores da logomarca da UFVJM, para que houvesse uma associação direta com a universidade. O processo utilizado para desenhar a logomarca do ICT foi, inicialmente, esboços à mão, que posteriormente foram transpassados para o computador e manipulado pelos no software Corel Draw. 

Ressalto que o professor Lucas Franco Ferreira fez toda a negociação, contudo, segundo o próprio professor, "as dicas, sugestões e demais informações que envolveram a criação da logomarca, foram realizadas por alguns professores do ICT juntamente com o Prof. Paulo Cesar."

Agradeço a disponibilidade do Sérgio Fernandes e as informações fornecidas pelo professor Lucas Franco Ferreira.
Abaixo, disponibilizo uma prévia do logo do ICT:



Luiz Felipe Moreira Rocha

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