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Conhecendo o Vale por meio de Vídeos-Depoimentos

postado em 29 de abr de 2011 13:08 por André Luiz Covre   [ 29 de abr de 2011 13:10 atualizado‎(s)‎ ]

    Norte de Minas, Vales do Jequitinhonha e Mucuri, uma das regiões mais pobres de Minas Gerais marcada pela seca e pelo pouco desenvolvimento. No entanto, esse primeiro e persistente rótulo desconhece a rica cultura oriunda desses Vales. Com o objetivo de preservar, educar politicamente e difundir os costumes locais, a PROEXC realiza o Primeiro Concurso de Vídeos-Depoimentos: Sabedoria Popular: Memórias e Reflexões nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

     Os participantes, vinculados a Universidade, sendo estes discentes, docentes ou técnicos administrativos enviaram os vídeos, com até 5 minutos de duração em mídias digitais sendo originais e inéditos, aos coordenadores do concurso. As inscrições ocorreram de 4 até 29 de Abril. Seu conteúdo deveria ser fiel ao tema e o vencedor ganhará um prêmio de R$1500,00. Veja o edital (http://www.ufvjm.edu.br/noticias/2132-proexc-divulga-edital-do-1o-concurso-de-videos-depoimentos.html?lang=pt_BR.utf8%2C+pt_BR.UT ).

     Segundo a Profª. Geruza Tomé Sabino, Diretora de Cultura/PROEXC e Coordenadora do Primeiro Concurso de Vídeos-Depoimentos, a Universidade tem tentado integrar-se as culturas raízes das sociedades que compõe os Vales. Nas palavras dela, “... temos trabalhado no sentido de intensificar a colaboração dialógica entre universidade – comunidade externa, entrando em contato com os mais diversos tipos de manifestações culturais e dando voz a ela, como na semana envolver, que este ano é em Araçuai, buscando identificar os seu principais problemas e possíveis parcerias para implementar projetos futuros. Hoje, na diretoria de cultura, percebemos que a dificuldade mais intensa encontrada pelos grupos culturais tradicionais que temos conhecimento (caboclinhos, marujada, pastorinhas, etc) é a financeira, juntamente com a perda de valor social, pois as pessoas estão envelhecendo, e os jovens, que por algum motivo que merece uma investigação cuidadosa, não se identificam com esta linguagem. Corremos o risco dessas práticas caírem no esquecimento, juntamente com a perda destes membros mais antigos...”.

     Esse projeto pode ser uma importante ferramenta para o auto-conhecimento. Jovens, nativos dessa região, que por muitos motivos estão alienados e acabam por abandonar suas raízes, poderão contemplar o que talvez vez esteja mais intimamente ligado ao seu passado familiar do que se imagina. Segundo a Profa. Geruza, “...há uma dificuldade do rejuvenescimento e consequentemente da continuidade destas tradições. Podem ser apontadas várias causas para esta dificuldade que, com certeza, precisa contar com a juventude local, que vai desde a precarização das condições de reprodução da vida destas pessoas, que precisam encontrar uma fonte de renda sustentável para sanar necessidades imediatas, até o fetichismo da sociedade informacional que impõe novos padrões de modernidade e progresso, que massificam e não toleram verdadeiramente o diferente, o diverso...”. Além de ser uma forma de complementar o conhecimento de universitários provindos de Brasil multicultural que agregam a cultura local com novos costumes, novos pensamentos, etc.

     Após a análise e o julgamento dos vídeos, espera-se promovê-los no meio acadêmico  e trazer as pessoas que forem mencionadas nos vídeos para o meio universitário.

     A coluna A Voz do Vale acompanhará todo o processo do concurso e irá informar ao leitor os acontecimentos durante o seu desenvolvimento.

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